STF testa acompanhamento ambiental de eventos a partir de experiência inédita

Mensuração de emissões e outros indicadores de sustentabilidade passam a integrar a avaliação das atividades promovidas pela Secretaria de Relações com a Sociedade

25/08/2026 19:19
Foto em formato paisagem de parte do prédio do STF com iluminação em cor verde. Ao fundo, os prédios dos anexos 1 e 2 e árvoresFoto: Antonio Augusto/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou uma experiência iniciada para medir as emissões de gases de efeito estufa causadas pelo deslocamento de participantes de eventos realizados pela Corte. A iniciativa é liderada pela Secretaria de Relações com a Sociedade (SRS) do STF e servirá de referência para avaliar os impactos ambientais das próximas atividades promovidas pela unidade.

A primeira aplicação ocorreu no seminário “Justiça Climática: princípios, desafios e perspectivas para a atuação do Poder Judiciário”, com a coleta de dados sobre a mobilidade dos inscritos.

Usando a metodologia do Programa Brasileiro GHG Protocol, foram calculadas 0,237 toneladas de CO? equivalentes entre os participantes que forneceram os dados. O levantamento alcançou 25,9% das pessoas presentes e ajudará a melhorar a coleta dessas informações em futuros eventos.

O acompanhamento integrou um plano de sustentabilidade elaborado para o seminário, com ações de gestão de resíduos, responsabilidade climática, acessibilidade, inclusão e equidade, em alinhamento aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030.

Entre as medidas adotadas foram a coleta seletiva, a eliminação de copos plásticos gratuitos, a priorização de materiais e informações digitais e a instalação de um ponto de coleta de resíduos eletroeletrônicos. A campanha reuniu 7.305 quilos de equipamentos e componentes, direcionados para tratamento ambientalmente adequado.

Justiça

Realizado em 16 de junho, o seminário reuniu representantes do sistema de Justiça, da academia, da sociedade civil e de povos e comunidades tradicionais para discutir os impactos das mudanças climáticas e o papel do Judiciário na proteção de direitos. Promovido pela SRS, em cooperação com o Observatório do Meio Ambiente e das Mudanças Climáticas do Poder Judiciário, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o encontro integrou a programação “Diálogos com a Sociedade: Justiça Climática e Sustentabilidade”.

Inclusão e diversidade

A dimensão social da sustentabilidade também fez parte da organização. As mulheres representaram 60% das pessoas palestrantes e 62,2% do público presente. O seminário ofereceu seis recursos de acessibilidade, conto com a Sala Acolher, destinado à regulação sensorial e ao acolhimento de diferentes necessidades, e teve três profissionais com deficiência nas atividades de apoio e organização.

Para a secretária da SRS, Leila Mascarenhas, sustentabilidade ambiental, acessibilidade e inclusão integram uma agenda mais ampla da unidade. "As instituições devem liderar pelo exemplo. Além das decisões judiciais, estamos incorporando a sustentabilidade às nossas práticas e demonstrando, por meio de ações concretas, o compromisso com um futuro mais responsável", afirmou.

(Cezar Camilo//JP//AD)

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