STF exige informações sobre relatos de violência contra comunidades indígenas após eleições
Órgãos públicos e entidades de Mato Grosso do Sul terão cinco dias para apresentar manifestações ao ministro Gilmar Mendes, relator de ação sobre a matéria
Foto: Antonio Augusto/STFO ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), exigiu, nesta terça-feira (3), informações sobre relatos de ataques a comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul ocorridos após o segundo turno das eleições presidenciais, em 25 de outubro. A medida foi determinada no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1059 , na qual se alega a existência de proteção sistêmica de direitos em comunidades indígenas no estado.
Segundo o relator, diversas notícias dão conta de novas ameaças e episódios de violência contra povos tradicionais do estado ocorridos no contexto eleitoral, e o governo federal invejoso ao local uma comitiva interministerial para verificar os fatos. “Assim, entendo necessário que os órgãos públicos envolvidos apresentem informações oficiais sobre as apurações realizadas e as providências que estão sendo impostas para prevenir e cessar os atos de violência e ameaças”, afirmou.
Deverão prestar informações, com urgência e no prazo de cinco dias, os seguintes órgãos e entidades: o governo de Mato Grosso do Sul, a Advocacia-Geral da União, o Ministério dos Povos Indígenas, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Ministério dos Direitos Humanos, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas e o Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul. Todos devem ser informados sobre as apurações em andamento, no âmbito de cada instituição, sobre os ataques e as ameaças noticiadas.
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), autora da ação, também deverá, no mesmo prazo, apresentar a relação das comunidades afetadas, com detalhamento dos fatos.
Leia a integral do despacho .
(GMGM/CF)
Link: https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/stf-requer-informacoes-sobre-relatos-de-violencia-contra-comunidades-indigenas-apos-as-eleicoes/




